quinta-feira, 29 de abril de 2010

O Câncer...

Vocês já notaram a quantidade de pessoas sofrendo com essa doença chamada câncer? Parece até uma epidemia.

Andei pesquisando sobre a doença para poder entender melhor como podemos evitá-la, se é que isso é possível... ou pelo menos aceitá-la (o que deve ser mais difícil ainda).

Conforme o Wikipédia, o câncer é uma doença caracterizada por uma população de células que cresce e se dividem sem respeitar os limites normais, invadem e destroem tecidos adjacentes, e podem se espalhar para lugares distantes do corpo. Pode afetar pessoas de qualquer idade, e é responsável por 13% das mortes do mundo.

O câncer, é fundamentalmente uma doença genética. Mas podemos considerar a radiação solar, tabagismo e alcoolismo, bem como alimentos muito gordurosos como fatores que aumentam o risco de sua eminência. Até o leite, considerado por muito tempo um alimento "completo" é gerador de condições favoráveis ao desenvolvimento do câncer, pois fornece os nutrientes essenciais para o crescimento das células cancerosas.

Como tratamento podemos considerar a cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal, dentre outras. Mas o mais importante é o diagnóstico precoce da doença. Por isso é muito importante fazer exames periódicos!


Bem, o que podemos notar é que essa doença quando vem, ataca com tudo. E muitas vezes sem chance de volta. É uma doença muito cruel... e por ser tão complexa, estão demorando para encontrar a cura. Pelo que li no Wikipédia, cientistas estão encontrando a cura, mas isso, ao meu ver, está muito distante da nossa realidade.

O que podemos fazer é nos prevenir. Visitar o médico regularmente e fazer exames periódicos para evitar surpresas. E mais que isso... apoiar as pessoas que estão sofrendo com a presença dessa doença.

Para quem quer se informar mais sobre o assunto, o site www.cliquecontraocancer.com.br Neste site há muitas informações sobre o câncer, suas curas e muitas histórias de superação.



Quero deixar aqui, publicamente, meu apoio e meus pensamentos positivos para uma grande amiga, cuja sua mãe está sofrendo muito com o câncer. Estamos torcendo para que tudo dê certo!


terça-feira, 20 de abril de 2010



"É muito ruim quando a gente sabe que algo pode acabar para sempre..."

sábado, 17 de abril de 2010

A arte de conversar

Estou hoje com bem pouca disposição para escrever.

Conversemos.

A conversa é uma das coisas mais agradáveis e mais úteis que existe no mundo.

A princípio conversava-se para distrair e passar o tempo mas atualmente a conversa deixou de ser um simples devaneio do espírito.

Dizia Esopo que a palavra é a melhor, e também a pior coisa que Deus deu ao homem.

Ora, para fazer valer este dom, é preciso saber conversar, é preciso estudar profundamente todos os recursos da palavra.

A conversa, portanto, pode ser uma arte, uma ciência, uma profissão mesmo.

Há, porém, diversas maneiras de conversar. Conversa-se a dois, en tête-a-tête; e palestra-se com muitas pessoas, en causerie.

A causerie é uma verdadeira arte como a pintura, como a música, como a escultura. A palavra é um instrumento, um cinzel, um crayon que traça mil arabescos, que desenha baixos-relevos e tece mil harmonias de sons e formas.

Na causerie o espírito é como uma borboleta de asas douradas que adeja sobre as idéias, sobre os pensamentos, que suga-lhes o mel e o perfume, que esvoaça em ziguezague até que adormece na sua crisálida.

A imaginação é uma prisma brilhante, que reflete todas as cores, que decompõe os menores átomos de luz, que faz cintilar um raio do pensamento por causa de suas facetas diáfanas.

A conversa a dois, ao contrário, é fria e calculada como uma ciência: tem alguma coisa das matemáticas, e muito da estratégia militar.

Por isso, quando ela não é um cálculo de álgebra ou a resolução de um problema, torna-se ordinariamente um duelo, um combate.

Assim, quando virdes dois amigos, dois velhos camaradas, que conversam intimamente e a sós, ficai certo de que estão calculando algebricamente o proveito que um pode tirar do outro, e resolvendo praticamente o grande problema da amizade clássica dos tempos antigos.

Se forem namorados en tête-a-tête, que estiverem a desfazer-se em ternuras e meiguices, requebrando os olhos e afinando o mais doce sorriso, podeis ter a certeza que ou zombam um do outro, ou buscam uma incógnita que não existe neste mundo - a fidelidade.

Em outras ocasiões, a conversa a dois torna-se, como dissemos, uma perfeita estratégia militar, um combate.

A palavra transforma-se então numa espécie de zuavo ao ponto do ataque. Os olhos são duas sentinelas, dois ajudantes-de-campo postos de observação n'alguma eminência próxima.

O olhar faz as vezes de espião que se quer introduzir na praça inimiga. A confidência é uma falsa sortida; o sorriso uma verdadeira cilada.

(...)

(José de Alencar - "Ao correr da pena" - pág 319 a 321)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Vizinhos

"Você escolhe, até certo ponto, os amigos que quer ter e as pessoas com quem quer viver, mas não escolhe as pessoas mais importantes da sua vida. As pessoas que condicionam sua existência e seus humores: seus pais e seus vizinhos. Ninguém escolhe a família que quer nascer - ou seja, a forma do seu nariz e da sua herança - nem, salvo raras exceções, os vizinhos que vão rodeá-lo.

E um vizinho pode ser a sua salvação. Não só metafórica, fornecendo gelo que acabou ou açúcar que faltou, mas a sério, chamando a polícia na hora do assalto, arrastando você do incêndio e fazendo respiração boca a boca, completando a parceria do buraco, etc.

E um vizinho também pode ser a sua perdição. Pode reforçar ou acabar com a sua fé na humanidade, resgatar você da solidão e do desespero ou fazer você perder o sono, a razão e finalmente o controle e transformá-lo em um assassino raivoso. Todo homem é ele e a sua vizinhança. E se é verdade que o maior mistério e desafio do homem é sempre o outro, então o vizinho é o outro na versão radical. É o outro do lado.

Bons vizinhos, maus vizinhos, vizinhos esquisitos... Carlos e Luiza, um dia, tomaram coragem e bateram na porta do seu vizinho esquisito, o dos três cachorros. Não era por nada, mas será que ele podia baixar um pouco a música? Todos os dias, o dia inteiro, a mesma música, no mesmo volume. Não apenas música, mas ópera. E não apenas ópera, mas ópera de Wagner. Se desse para baixar um pouquinho...

O vizinho esquisito explicou que, se dependesse de, baixava. Não gostava muito de ópera, muito menos de Wagner. Mas quem ouvia não era ele, mas Kaiser, se pastor-alemão. O Kaiser exigia ópera, e naquele volume. E ai se não fosse Wagner."

(...)
(Luis Fernando Veríssimo)





Este texto de Luis Fernando Veríssimo foi somente para ilustrar ou iniciar meu desabafo em relação a vizinhos.

Vizinhos são ótimos! Mas no quarteirão de baixo. E aqui onde moro é uma comédia...

Quando me mudei para cá, ao lado da minha residência (ao lado, neste caso, é encostado... literalmente) existia um mercado. Muito bom o mercado, com dono e funcionários super simpáticos e produtos de boa qualidade e com preço muito bom. Achei ótimo! Realmente é muito bom ter um mercado próximo da sua casa, para eventualidades... tem pão quentinho... você sabe quando está tranqüilo... dentre outras vantagens.

Tranqüilidade? Impossível! Fora a movimentação diária de pessoas e o lixo que ficava em frente a minha casa, não havia um dia sequer que a gente não precisasse brigar com fornecedores e clientes folgados estacionados frente a minha casa, ou melhor, frente a minha garagem. Além da espera para retirarem o veículo do local, escutávamos reclamações constantes... Nesta época, éramos felizes e não sabíamos.

O tempo passou, e graças ao bom Deus, o dono do mercado resolveu se mudar para o quarteirão de baixo. Ótimo!

Mas o que acontece, é que ao lado desse mercado há uma sorveteria onde uma galera se reúne aos finais de semana para beber uma cervejinha. Nada contra... também gosto. Mas precisa  liga o som no último volume sempre? Não dava nem para ouvir TV dentro da minha casa. O bom é que conseguimos resolver com uma simples conversa e ameaça (básica) em chamar a polícia.

Melhorou? Um pouco! Mas isso é sinal de que pode piorar. "Quando a esmola é demais, o santo desconfia".

Dito e feito! Depois alguns meses de tranqüilidade em relação do mercado, o proprietário do imóvel (antigo dono do mercado, aquele... muito simpático) decide alugar o "barracão" para uma igreja evangélica - Igreja Mundial do Reino de Deus (que fique bem claro que eu não tenho nada contra igrejas, somente com o transtorno que elas causam).

Os pastores e fiéis desta igreja pensam que Deus é surdo! Não é possível! Ou eles mesmo são surdos, porque se eu não consigo suportar o barulho dentro da minha casa, imaginem os fiéis dentro da igreja. E o pior: tem culto de segunda, quarta, sexta e sábado a noite e domingo de manhã. Além do barulho insuportável, carros parados em frente às garagens e crianças correndo e sacudindo o portão da minha casa (porque elas não aguentam ficar dentro da igreja... vai ver é por causa do barulho).

Não dá!

É por essas e outra que eu preciso muito encontrar um outro local para morar. Preciso encontrar um lugar muito bacana para ser meu "lar doce lar". Realmente vizinhos a gente não escolhe... e quando você pensa que está ruim, pode ter a certeza de que vai piorar e muito!

Até mais!




"De todas as diferenças entre o Homem e a Mulher, entre as psicológicas e palpáveis, a mais importante o ponto de vista de um relacionamento, assim, maduro, em nível de respeito mútuo pelos sentimentos de cada um num contexto de equilíbrio e espaços emocionais sem dominação ou emasculação simbólicas e principalmente sem a insistência com o desentupidor de pia e o boné de escoteiro, é o seguinte: a Mulher pode simular o orgasmo e o Homem não."

(Luis Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

É a língua que nos une!

"Mais do que o território, mais do que os costumes, mais do que a história e geografia, é a língua que nos une. Por meio dela, desenvolvemos não só uma identidade, mas também a capacidade de conciliar diferenças. Conhecer esta língua, entender os seus sentidos e desvendas as possibilidades constituem uma forma efetiva de integrar-se a uma nação. E uma nação se faz digna e soberana quando o domínio da língua está ao alcance de todos. (...)"

(Oriovisto Guimarães - Diretor-Presidente do Grupo Positivo - Mini Dicionário Aurélio, pag. 03 - Jul./09)






Uma nação se faz digna quando o domínio da língua está ao alcance de todos!



Será que a preocupação em proporcionar a educação básica às pessoas está enraizada dentro do coração de todas as pessoas? 

Quando a gente vê nos noticiários que crianças e adolescentes estão sendo afastados das escolas para trabalhar, temos a impressão de que a educação não passa de apenas um "capricho" de poucos. Os pais e responsáveis não se esforçam para que seus filhos tenham acesso ao aprendizado escolar. Mais que isso, os incentivos do governos não são suficientes para educar a imensa quantidade de crianças deste país. Claro, que depende de muita mudança, em muitas áreas... 

É triste ver pessoas que mal sabem escrever o nome, não conseguem nem identificar alguns números básicos. Pior... é muito triste ver crianças que freqüentam as escolas e não conseguem se quer entender o que se lêem...





Sem mais palavras...



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Pronto! Falei!





"Fica combinado, a gente mata a vontade, deixa um lugar para a saudade e tenta não se apaixonar".

Fica difícil mesmo se apaixonar em um mundo cheio de "badalações"? Quando não se quer envolver com ninguém... não se quer ter responsabilidades com o outro...

Esta declaração, vista no Orkut de um amigo me fez refletir em como as coisas mudaram... "Não se fazem mais homens e mulheres como antigamente", rsrsrs... As relações afetivas (se é que elas ainda existem) não são mais as mesmas de antes. "Matar a vontade" parece meio animal... e "tentar não se apaixonar" é a condição para que se possa continuar a "brincadeira".

Mas tem alguma graça continuar "a brincadeira" se não tiver um pouquinho de sentimento? Se não há uma cumplicidade, um querer-bem, uma vontade de ficar colados, um sentimentozinho sequer... 

Hoje, homens e mulheres parecem estar em uma "caçada". Ambos buscam incessantemente parceiros para passarem uma noite e realizar suas fantasias e vontades. Pensam somente nas qualidades externas, e nunca... em hipótese alguma, se preocupam com sentimentos, personalidade, pensamentos. E muitas vezes, nem se quer perguntam o seu nome.

Caretice? Talvez... Mas não quero mudar o que eu penso em relação às "relações". Para mim, e espero que para muita gente, o sentimento está acima! Pelo menos para continuar a "brincadeira" sim!

Se o meu amigo do Orkut estiver lendo isso, deixo claro que não é nada pessoal. Eu só aproveitei a frase para desabafar sobre coisas que já me aconteceram. Sobre situações desagradáveis que muitas mulheres passam (e até mesmo homens, mas mulheres na maioria dos casos)... isso somente porque tem uma aparência bacana, um corpo bonito com "tudo no lugar". E se a mulher deu uma "olhadinha" então... aí é que caem em cima mesmo.

Claro que muitas estão ai para o "que der e vier", não nego. Mas muitas delas não! Acho que cada um tem que dar o seu valor. Só são valorizadas as pessoas que querem ser valorizadas.



E aproveito este desabafo para dizer que não acho que essa atitude parte somente dos homens, há muitas mulheres querendo ser "fatais" que estão à caça de "garanhões" para realizarem suas vontades sexuais. Acabam se transformando em "lanchinho" de apenas uma noite.

Pronto, falei!



Beijo e bom sábado de aleluia a todos que me acompanham!


domingo, 28 de março de 2010

A perfeitinha


Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura?

Pois então, mulheres assim são um porre.Pior: são brochantes.

Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese.

Quer ver?
a) Escova toda manhã:
A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encochamento do namorado, pegação… pra encaixar-se no padrão ‘Alisabel’, que é legal, porque todas as amigas têm o cabelo igual…
Burra.

b) Na moda:
Estilo pessoal pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: Ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.

c) Sorriso incessante:
Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso Não gostou? Problema seu. 
Isso se chama autenticidade, meu caro.Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa… Coitada.
d) Bunda dura:
As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você.

Cerveja? Esquece!
Legal mesmo é mulher de verdade !!!
E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.

Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. 

Pode até ser meio mal-educada às vezes, mas adora sexo.

Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.
E não se esqueça…
‘Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!’
(Arnaldo Jabor)

sexta-feira, 26 de março de 2010

Ensaio sobre Amizade



Que qualidade primeira a gente deve esperar de alguém com quem pretende um relacionamento? Perguntou-me o jovem jornalista, e lhe respondi: aquelas que se esperaria do melhor amigo. O resto, é claro, seriam os ingredientes da paixão, que vão além da amizade. Mas a base estaria ali: na confiança, na alegria de estar junto, no respeito, na admiração. Na tranqüilidade. Em não poder imaginar a vida sem aquela pessoa. Em algo além de todos os nossos limites e desastres. 

Talvez seja um bom critério. Não digo de escolha, pois amor é instinto e intuição, mas uma dessas opções mais profundas, arcaicas, que a gente faz até sem saber, para ser feliz ou para se destruir. Eu não quereria como parceiro de vida quem não pudesse querer como amigo. E amigos fazem parte de meus alicerces emocionais: são um dos ganhos que a passagem do tempo me concedeu. Falo daquela pessoa para quem posso telefonar, não importa onde ela esteja nem a hora do dia ou da madrugada, e dizer: "Estou mal, preciso de você". E ele ou ela estará comigo pegando um carro, um avião, correndo alguns quarteirões a pé, ou simplesmente ficando ao telefone o tempo necessário para que eu me recupere, me reencontre, me reaprume, não me mate, seja lá o que for. Mais reservada do que expansiva num primeiro momento, mais para tímida, tive sempre muitos conhecidos e poucas, mas reais, amizades de verdade, dessas que formam, com a família, o chão sobre o qual a gente sabe que pode caminhar. 

Sem elas, eu provavelmente nem estaria aqui. Falo daquelas amizades para as quais eu sou apenas eu, uma pessoa com manias e brincadeiras, eventuais tristezas, erros e acertos, os anos de chumbo e uma generosa parte de ganhos nesta vida. Para eles não sou escritora, muito menos conhecida de público algum: sou gente. 
A amizade é um meio-amor, sem algumas das vantagens dele mas sem o ônus do ciúme – o que é, cá entre nós, uma bela vantagem. Ser amigo é rir junto, é dar o ombro para chorar, é poder criticar (com carinho, por favor), é poder apresentar namorado ou namorada, é poder aparecer de chinelo de dedo ou roupão, é poder até brigar e voltar um minuto depois, sem ter de dar explicação nenhuma. Amiga é aquela a quem se pode ligar quando a gente está com febre e não quer sair para pegar as crianças na chuva: a amiga vai, e pega junto com as dela ou até mesmo se nem tem criança naquele colégio. Amigo é aquele a quem a gente recorre quando se angustia demais, e ele chega confortando, chamando de "minha gatona" mesmo que a gente esteja um trapo. 

Amigo, amiga, é um dom incrível, isso eu soube desde cedo, e não viveria sem eles. Conheci uma senhora que se vangloriava de não precisar de amigos: "Tenho meu marido e meus filhos, e isso me basta". O marido morreu, os filhos seguiram sua vida, e ela ficou num deserto sem oásis, injuriada como se o destino tivesse lhe pregado uma peça. Mais de uma vez se queixou, e nunca tive coragem de lhe dizer, àquela altura, que a vida é uma construção, também a vida afetiva. E que amigos não nascem do nada como frutos do acaso: são cultivados com... amizade. Sem esforço, sem adubos especiais, sem método nem aflição: crescendo como crescem as árvores e as crianças quando não lhes faltam nem luz nem espaço nem afeto. 
Quando em certo período o destino havia aparentemente tirado de baixo de mim todos os tapetes e perdi o prumo, o rumo, o sentido de tudo, foram amigos, amigas, e meus filhos, jovens adultos já revelados amigos, que seguraram as pontas. E eram pontas ásperas aquelas. Agüentei, persisti, e continuei amando a vida, as pessoas e a mim mesma (como meu amado amigo Erico Verissimo, "eu me amo mas não me admiro") o suficiente para não ficar amarga. Pois, além de acreditar no mistério de tudo o que nos acontece, eu tinha aqueles amigos. Com eles, sem grandes conversas nem palavras explícitas, aprendi solidariedade, simplicidade, honestidade, e carinho.

 Nesta página, hoje, sem razão especial nem data marcada, estou homenageando aqueles, aquelas, que têm estado comigo seja como for, para o que der e vier, mesmo quando estou cansada, estou burra, estou irritada ou desatinada, pois às vezes eu sou tudo isso, ah!, sim. E o bom mesmo é que na amizade, se verdadeira, a gente não precisa se sacrificar nem compreender nem perdoar nem fazer malabarismos sexuais nem inventar desculpas nem esconder rugas ou tristezas. A gente pode simplesmente ser: que alívio, neste mundo complicado e desanimador, deslumbrante e terrível, fantástico e cansativo. Pois o verdadeiro amigo é confiável e estimulante, engraçado e grave, às vezes irritante; pode se afastar, mas sabemos que retorna; ele nos agüenta e nos chama, nos dá impulso e abrigo, e nos faz ser melhores: como o verdadeiro amor. 

(Lya Luft)


terça-feira, 23 de março de 2010

"Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também"



Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: ´eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e 
todo mundo é meu também´. 

No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos 
descompromissados, os adeptos da geração ´tribalista´ se dirigem aos 
consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e 
reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. 
A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. 

Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso 
comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: 
não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. 

Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. 

Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser 
cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia 
para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e 
receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ´alguém para amar´...
 
Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento... 

(Arnaldo Jabor) 


sábado, 20 de março de 2010

Brasileiro... reclamando de quê?



" Tá " reclamando do Wellington Salgado? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Jucá? do Lula? do Kassab? Do Arruda? Brasileiro Reclama De Quê?

O brasileiro é assim:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.

2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.

3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.

4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige.

6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.

7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas.

8. - Viola a lei do silêncio.

9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.

10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.

11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.

12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.

13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.

14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.

16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.

17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.

18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.

21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas.

22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.



E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo!

Espalhe essa idéia!

"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

sábado, 13 de março de 2010

Uma estratégia de negócios que o torna um perdedor

Tenho pensado no paradoxo de se procurar um emprego e, para mim, ele parece resolvido.

Considere o seguinte:


  1. O modo tradicional de se procurar um emprego é enviar um currículo tedioso em resposta ao maior número de anúncios que você puder encontrar. Seu currículo será escaneado, separado e, se não se destacar muito, é possível que alguém o leia. Então você vai fazer a entrevista, e tenta ser tão parecido com uma engrenagem quanto puder dentro de sua maleabilidade e desejo de se encaixar. Se o acaso funcionar a seu favor, você conseguirá o emprego.
  2. Então a mega empresa que o contratou reclama que todos os seus empregados agem como se fossem uma engrenagem, não vestem a camisa, não são criativos na solução de problemas e não tentam mudar o estado das coisas.
  3. Em seguida, a mega empresa percebe que , já que todas as suas engrenagens são intercambiáveis, ela pode transferir o trabalho para outros países porque lá sai mais barato. Ou então a empresa não faz isso, e sucumbe à pressão maquiando seus resultados (e é pilhada em flagrante e afunda) ou não frauda suas contas (e é comprada por outra empresa, ou desmembrada e afunda).


Algo está errado aqui.

Comecemos com um pequeno pressuposto que mudou a vida de uma geração. Você poderia pensar que as grandes corporações sejam a espinha dorsal de nossa economia. Na verdade, 100% do crescimento do mercado tem origem hoje nas pequenas empresas (com menos de 500 empregados). As grandes empresas, pelo contrário, estão diminuindo o número de vagas e não aumentando.

Isso não ocorreria no tempo dos nossas pais. Acontece agora.

Também verdadeiro: É bem provável que a maior parte dos empregados interessantes, os mais seguros, se encontrem em pequenas empresas.

Conclusão: adaptar-se às necessidades de trabalho das grandes empresas é uma estratégia duvidosa para qualquer pessoa.

(Seth Godim - "O futuro não é mais o mesmo" - pág 85)




Nem sempre é assim... As empresas grandes ou pequenas necessitam sim de funcionários engajados com os objetivos da empresa, estes que "vestem a camisa", que estão sempre à  disposição, que são criativos e querem "fazer história" dentro da organização. Estes funcionários existem sim! E muitos!

Mas o que acontece, é que com a correria do cotidiano e imposição de metas e produção, o funcionário fica condicionado a realizar o trabalho mediante as regras impostas pela organização, o que o impede, em muitos casos, de ter inovações em favor da própria organização.

Parece como "dar um tiro no próprio pé", em ambos os lados.

Até a próxima...

segunda-feira, 8 de março de 2010

O Homem e a Mulher





O homem é a mais elevada das criaturas. 
A mulher é o mais sublime dos ideais. 


  Deus fez para o homem um trono.
Para a mulher, um altar.
 O trono exalta.
   O altar santifica. 


  O homem é o cérebro;  a mulher é o coração.
 O cérebro fabrica a luz;  o coração produz Amor.
 A luz fecunda.
 O Amor ressuscita.


  O homem é forte pela razão.
 A mulher é invencível pelas lágrimas. 
A razão convence.
 As lágrimas comovem. 


  O homem é capaz de todos os heroísmos.
 A mulher, de todos os martírios. 
O heroísmo enobrece.
 O martírio sublima. 


  O homem tem a supremacia.
 A mulher, a preferência
. A supremacia significa a força. 
A preferência representa o direito. 


  O homem é um gênio; a mulher, um anjo.
 O gênio é imensurável; o anjo, indefinível. 
Contempla-se o infinito.
 Admira-se o inefável. 


  A aspiração do homem é a suprema glória. 
A aspiração da mulher é a virtude extrema.
 A glória faz tudo grande
. A virtude faz tudo divino.


   O homem é um código.
 A mulher, um evangelho.
 O código corrige. 
O evangelho aperfeiçoa. 


  O homem pensa
. A mulher sonha.
 Pensar é ter no crânio uma larva.
 Sonhar é ter na fronte uma auréola.


 O homem é um oceano.  
 A mulher um lago. 
O oceano tem a pérola que adorna. 
O lago, a poesia que deslumbra.  


 O homem é a águia que voa.
 A mulher é o rouxinol que canta. 
Voar é dominar o espaço.
 Cantar é conquistar a alma.   


O homem é um templo. 
A mulher é o sacrário. 
Ante o templo nos descobrimos.
 Ante o sacrário nos ajoelhamos. 


  Enfim, o homem está colocado onde termina a terra. 
  E a mulher onde começa o céu.

(Victor Hugo)



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