Ah! Enfim é sexta-feira... Depois de uma semana exaustiva, um dia com uma atmosfera melhor. O final de semana está ali, já no horizonte. São os últimos passos da longa caminhada que leva ao descanso e aos momentos nos quais se "aproveita a vida".
E, então, é a mesma rotina. Arrumar-se rápido, mal tomar o café e sair para o trabalho. Vai de ônibus, trem ou metrô? Sexta-feira está mais cheio. De carro? Tem mais trânsito, mais buzina e mais confusão. De onde sai tanta gente? Como um dia de calor, com todos os bichos fora da toca. Ao fim, chega-se ao trabalho. E isso ainda é o começo.
Mesmo assim, parece que todo mundo acordou de mau humor. Na sexta a regra é evitar os problemas maiores. Que esperem até segunda. Não devem ser marcadas reuniões importantes, assuntos melindrosos devem ser evitados, pautas complexas estão absolutamente proibidas e as grandes decisões não podem ser tomadas em uma sexta-feira. É dia de esperar passar. No máximo, cumprir o que já estava programado.
Então, se rotina de sexta-feira é igual à dos outros dias, talvez um pouquinho pior, por que está todo mundo mais feliz, leve e sereno? É a prova de que no embate psíquico entre razão e espírito, é o último quem governa o ser humano. Basta a expectativa de dois dias de descanso para os humores se elevarem. Não foi a rotina que mudou. A perspectiva se elevou. Claro, é uma tolice nossa isso de insistir em ver as coisas melhores por qualquer bobagem. Mas podemos ser tolos. Pelo menos um dia na semana.
Postado por Carlos Goetternauer em www.estadocronico.com.br


